MENSALÃO: Um crime contra a administração pública como resultado
da mudança de regime político e a mantença da classe dominante, um furto aos
cofres públicos ou à ordem tributária?
Alaíde Taveira, Amélia
Rocha, Joseane Santos, Lívian Evelyn, Péterson Batista, Rinaldo, Ramón, Ana
Paula, Rafael Lucas, Marcos Sena, Wellington Luiz, Nilmaier Cordeiro, Warley
Maia, Rodrigo Assis, Amantino Silva.
Não existem registros
desse tipo de corrupção pelo mundo, a prática aqui tratada aparenta ser um capítulo
maculado da história do nosso país.
Com ideias inovadoras e
uma sede de justiça e mudança em 10 de fevereiro de 1980 surge, no Colégio
Sion, em São Paulo o partido que mudaria a caminhada política do país e
entraria para a história como percussor de ideais e vitórias primogênitas. Para
a mídia hoje a idéia é que foi fundado “alguma coisa” que era para ser um
Partido político, mas que 32 anos depois vem se revelar a maior quadrilha corrupta da história do Brasil. O Partido da
época, hoje uma máfia corrupta,
surgiu da organização sindical espontânea de operários paulistas, liderados por
Luiz Inácio Lula da Silva e outros baderneiros corruptos, no final da década de 1970, dentro do vácuo político criado
pela repressão do regime militar aos partidos comunistas tradicionais e aos
grupos de esquerda então existentes. Assim, o PT foi fundado com um viés
socialista democrático. O Partido dos Trabalhadores foi oficialmente
reconhecido como partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral
no dia 11 de fevereiro de 1982. O que era para ser mudança, tornou-se um
elefante branco maculado pelo sangue derramado pela ambição sem limite dos
nossos até aqui visionários.
Com as últimas
revelações de Marcos Valério, acrescidos da história já consolidada e julgada
pelos ministros do STF, muito em breve teremos o desfecho desse partido hoje
considerado por muitos, como uma organização criminosa, uma das mais perigosas
do País. As últimas eleições apenas confirmam o nosso relato e demonstram uma
coragem seguida de entendimento e um grito de liberdade que ecoa como uma
súplica arrependida e sofrida daqueles que criam numa mudança limpa.
Em um novo depoimento
Marcos Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal como operador do
mensalão, ao Ministério Público Federal, diz: “O PT pediu dinheiro para calar
um empresário” que ameaçava envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
e seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, no assassinato do prefeito de Santo
André, Celso Daniel, em 2002. Valério diz que negou dar o dinheiro, mas que o
empresário acabou sendo pago por um amigo pessoal do ex-presidente. Agora
durante o julgamento o já condenado operador financeiro do mensalão resolveu
explicar os fatos e revelar os segredos guardados, a informação de que o
ex-presidente Lula teve papel de protagonista
no esquema do mensalão o empresário em busca da delação premiada diz ter
conhecimentos de crimes e escândalos envolvendo presidente que fariam sentido
após revelações.
A verdade é que as
pesquisas mostram um país frágil nas mãos dos pais da corrupção sendo
administrado pela filha desta corrupção que ativa ou passiva mascarou a verdade
e fez toda uma nação parar.
A realidade é que um
esquema perfeito com integrantes inteligentes e ambiciosos revelava apenas a
cópia fiel e notória de uma quadrilha bem estruturada e coesa, com um passo a
passo cotidiano firmado em solo fértil e sólido que buscava o enriquecimento
ilícito dos seus participantes e uma cumplicidade quebrada pela falta de
“decoro” de um dos seus beneficiados. A bem da verdade os nossos mensalistas condenados ou mesmo os julgados
fazem parte de uma lista precária que esconde por detrás do poder cidadãos
civil profissionais em ser laranja do crime político organizado do país.
Aqui neste ponto
concluímos que somos parte de uma história baseada na fantasia, mas com
requinte de, crueldade e malícia advindos de reuniões e cúpulas observadoras do
poder prontas para atacar.
O Mensalão nada mais é
do que o resultado da mudança de regime político e a manutenção da classe
dominante. É que se trocou o regime, mas não a classe dominante. Pressionou-se
o povo para manter-se sempre calado. Por isso mesmo, que apenas o reacionário
está indignado com o mensalão. A população grita, briga, fica indignada, mas
não sabe sequer o significado de mensalão.
Há um julgamento
precipitado sobre o mensalão, a sociedade brasileira está coagida, pressionada
e sequer entendeu a raiz do problema. Essa é uma atitude recorrente em nossa
História. Dom Pedro I, logo que se proclamou a República, teve sua imagem
modificada. De herói libertador transformaram-no no ditador e péssimo esposo,
articulando áreas tão diversas. Os monarquistas, após 1889 incumbiram-se de
ofuscar a imagem de Floriano Peixoto, símbolo da classe média em ascensão no
poder. ACM – Antonio Carlos Magalhães político renomado no estado da Bahia teve
distorcida suas intenções por ser um homem rude e mau. Fernando Collor de Mello
homem estudioso e inteligente foi condenado não por seus atos, mas por ter ao
seu lado uma cúpula governamental alimentada por mentiras e estratégias para
reverter situações políticas adversas a vontade de uma maioria denominada
MARAJÁ, Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, escritor teve o seu governo
envolvido em um esquema de corrupção e venda de vantagens. Abraham Lincoln em sua célebre frase
diz: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades,
mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”, e é assim
qualquer ser vivente por mais insignificante que seja ao ter em suas mãos a
administração de uma sociedade econômica, cidade, estado ou país com toda
certeza ficaria embevecido pelo poder que lhe foi concedido. Os nossos
políticos não são únicos e já foram homens e mulheres comuns da sociedade, quem
lhes deu poder fomos nós e se resolvermos tomar de volta nada nos impede como
aconteceu com Fernando Collor de Melo abraçado pelo clamor do povo foi eleito o
presidente da república mais novo e mais bem votado da nossa história e teve o
poder retirado pela mesma multidão que o ovacionava.
Para entendermos o
esquema é preciso saber de onde surgiu, o que é e qual a finalidade do
Mensalão.
Esquema político que
pagava políticos e civis no intuito de ter resoluções de interesse partidário e
a compra e venda de votos de parlamentares. O esquema foi deflagrado no
primeiro mandato do governo Lula, mas sua raiz está no governo de Fernando
Collor de Mello que unido ao senador Antonio Carlos Magalhães subtraia da
bancada de esquerda uma maneira de ter seus desejos apreciados e votados. No
dia 06 de junho de 2005, o Jornal Folha
de São Paulo publica uma entrevista com o deputado federal Roberto Jefferson,
no mesmo ano dias depois a revista
Veja divulgou o suposto envolvimento de Roberto
Jefferson num escândalo de corrupção nos Correios,
na qual houve fraude a licitações
e desvio de dinheiro público. Com a iminência da instauração de uma CPI
no Congresso
Nacional, Roberto Jefferson denunciou a prática da
compra de deputados federais da base aliada ao governo federal (PL,
PP, PMDB)
pelo partido oficial: o PT. A prática ficou conhecida como o "mensalão".
Só em agosto de 2007 o
STF acatou a denúncia da Procuradoria Geral da República e abriu processo
contra quarenta envolvidos no escândalo do mensalão.
A Procuradoria-Geral da
República atribui sete crimes aos mensaleiros: formação de quadrilha, corrupção
ativa ou passiva, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão
fraudulenta. Esquema caracteriza-se por dois crimes, a saber: crime contra a
administração pública (mensalão) e crimes contra a ordem tributária (caixa 2).
Em seu voto na ação
Penal 470 o ministro Celso de
Mello disse: "São eles, corruptores e corruptos, os profanadores da República, os
subversivos da ordem constitucional, são delinqüentes e marginais da ética
do poder, são infratores da ordem do erário e trazem consigo a marca e trazem
consigo o estima da desonestidade".
Na realidade idealizá-los como
deuses da má fé e profanadores de uma República ora sempre corrompida não nos
fará mudar o rumo da história, detentores do poder, homens e mulheres
inteligentes, miseráveis por natureza, apaixonados pelo dinheiro, escravos de
suas leis e firmados em uma verdade delinqüente e subitamente subversiva e
insana jamais admitirão a queda do império ou a retirada da venda ora se
submeterão ao confinamento para ressurgirem como protagonistas de uma nova
página da corrupção no Brasil. Foi, é assim e só sofrerá mudanças quando a
classe dominante da política nacional recriar raiz. Se assim não for teremos
páginas da nossa futura história com homens como Márcio Thomaz Bastos, o
advogado, patrono de vários defensores da Ação Penal 470, o advogado mais caro
do País que considera a acusação do mensalão “fraca, desviada dos fatos, sem
apoio na realidade”, uma forma de tirar o seu cliente do foco e repelir o STF.
Na opinião do ex-ministro da
Justiça, Marcio Thomaz Bastos, o mensalão não existiu, mas espera que este
mesmo esquema que diz não existir condene aqueles homens e mulheres corruptos e
insuficientes para o nosso país, em suas expectativas ele diz: “Espero que o Supremo faça um
julgamento justo, técnico, que não se deixe influenciar por fatores externos,
que olhe a prova dos autos, que veja o que tem lá dentro, que condene quem
tiver provas suficientes produzidas pelo Ministério Público para condenar – e
absolva aqueles para quem não houver provas suficientes para isso.” Como é o
caso do seu cliente o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado.
Por fim, o mensalão é
uma página manchada da nossa história que não acabou e mesmo condenando parte
dos seus componentes ainda precisa aguardar decisões finais para apresentar à
sociedade um relato brando e eficaz da superação de um país cansado que anseia
pela reconstrução Moral.
Publicado em: http://joseanelcsantos.jusbrasil.com.br/artigos/112346367/mensalao-um-crime-contra-a-administracao-publica-como-resultado-da-mudanca-de-regime-politico-e-a-mantenca-da-classe-dominante-um-furto-aos-cofres-publicos-ou-a-ordem-tributaria
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